terça-feira, 27 de julho de 2010

O ser humano e o seu papel de inserção na sociedade

A pele do camaleão

por Ananias Lemos  Rodrigues (dez/2009)


 O ser humano é incrível e o seu limite está além do que muitas pessoas pensam. Ele dispõe de uma variedade imensa de habilidades. E dentre elas, podemos destacar a de assumir posturas diferentes, multifacetadas e complexas. Algumas vezes, chegam a diferenciar-se tanto que, na comparação de duas ou mais dessas posturas, sem identificarmos o autor, ninguém poderia imaginar, ou sequer supor, de que se tratam de uma mesma pessoa, de um mesmo homem.

Todos assumimos, no dia-a-dia, várias faces e representamos vários papéis, até simultâneos. Uma criança, por exemplo, pode ser o filho querido, enquanto: caçula, mais velho ou filho do meio. Assim, como pode ser o irmão egoísta mesmo que seja carinhoso, pode ser o melhor colega de um menino mesmo que viva mordendo um outro, é primo dos filhos dos seus tios e neto dos pais dos seus pais, é amigo de José, mas “inimigo” do Diogo.

Enquanto ser humano e, por conseqüente, vivente, encorporaremos, por mais que não queiramos ou saibamos, várias faces pertencentes a essas muitas posturas  que assumimos. E por conseqüência devemos nos portar como a dada postura exige. E se faz como tal.

Em várias situações, essas e muitas outras posturas são impostas, independente de nossa vontade, sem que tomemos conta de como ou porque nos sujeitamos a isso ou àquilo. Uma pessoa do sexo masculino, por exemplo: na sociedade é um homem, mas só o é, perante uma mulher; é ainda uma “pessoa pública”, por ter assumido uma posição política ou artística. Na família, é filho quando relacionado aos seus pais; é pai após assumir a responsabilidade por sua cria, seu filho. É marido se comparado à esposa, sua mulher. Na escola, é aluno após matriculado; consideraremos esse como professor, quando lecionar.

Para se viver bem, devemos aceitar e buscar compreender de algum modo, como essas “personagens externadas do nosso ser”, surgem e funcionam. Para nós nos transmutarmos adequando nossos pensamentos, gestos e atitudes de maneira mais sublime e perfeita. Tornando-se, assim, quem quisermos ser.





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